Ancelotti no Brasil: O Que Mudou na Seleção Com o Técnico Mais Vencedor do Mundo
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Quando a CBF anunciou Carlo Ancelotti como técnico da Seleção Brasileira em 2024, a reação foi dividida. Muitos acharam estranho um italiano comandar o Brasil — o país do futebol arte, do jogo bonito, da ginga.

Dois anos depois, os números e o futebol mostrado falam por si.

Quem é Ancelotti — para quem não sabe

Carlo Ancelotti tem 65 anos e é o técnico mais vencedor da história da Champions League: quatro títulos com três clubes diferentes (Milan, Real Madrid duas vezes). Venceu títulos nacionais em Itália, Inglaterra, França, Espanha e Alemanha — feito que nenhum outro técnico da história conseguiu.

Mas o que o diferencia não é só o currículo. É a forma como trata jogadores.

Ancelotti é conhecido por ter um dos melhores relacionamentos com elencos da história do futebol. Não grita, não humilha, não expõe jogadores na imprensa. Cria ambiente de confiança — e jogadores de alto nível respondem melhor à confiança do que à pressão.

O que mudou taticamente

O Brasil de Ancelotti joga num 4-3-3 fluido que se transforma em 4-4-2 na defesa. A principal mudança em relação às gestões anteriores:

Compactação defensiva. O Brasil parou de pressionar alto com todos os jogadores. Agora defende em bloco médio, deixa o adversário ter a bola no campo dele e ataca nos espaços com a velocidade de Vinicius e Endrick. É exatamente como o Real Madrid jogou nas últimas Champions Leagues.

Transição rápida. Quando recupera a bola, o Brasil avança em 3 a 4 segundos com poucos passes. Vinicius e Rodrygo já treinam esse movimento no Real Madrid — na seleção, é automático.

Paquetá como meia-sombra. Ancelotti descobriu o melhor Paquetá da história ao posicioná-lo mais adiantado, com liberdade para aparecer entre as linhas. Nas Eliminatórias, Paquetá foi o jogador com mais assistências.

Os números que impressionam

Desde que Ancelotti assumiu:

  • 78% de aproveitamento nas Eliminatórias
  • Melhor defesa da América do Sul na fase classificatória
  • 23 jogadores diferentes utilizados — maior rotatividade nas últimas décadas
  • 0 derrotas em jogos eliminatórios

Para comparar: Tite tinha 69% de aproveitamento nas Eliminatórias para o Qatar.

O que ainda preocupa

Ancelotti é honesto sobre os desafios. Em entrevista recente, admitiu que o Brasil ainda tem dificuldade para quebrar retrancas — times que fecham o meio e apostam no contra-ataque.

Nas Eliminatórias, o Brasil empató com Equador e Venezuela em jogos que deveriam ter vencido. Se isso se repetir nas oitavas ou quartas de final da Copa, pode ser eliminatório.

A filosofia que mudou o ambiente

Talvez a maior mudança não seja tática — seja cultural.

O Brasil tinha um histórico recente de vestiário turbulento, jogadores insatisfeitos com minutagem e conflitos velados com a comissão técnica. Ancelotti chegou com uma regra simples: transparência total.

Cada jogador sabe exatamente por que está ou não está na lista. Não há favoritismo — só desempenho. Vinicius Jr., em entrevista, disse que nunca tinha se sentido tão respeitado em uma seleção.

Quando o craque mais valioso do elenco fala isso, o técnico está fazendo algo certo.

Você confia em Ancelotti para o hexa? Comenta!

Paulo

Criador do Nexus Blog, um portal multitemático com conteúdo de qualidade sobre Tecnologia, Esportes, Finanças e Saúde. Apaixonado por inovação e por tornar assuntos complexos acessíveis para todos os brasileiros.

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